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03/09/2020 - Campos Neto admite que a volatilidade atual do câmbio preocupa o BC

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Presidente da autoridade monetária atribuiu a piora aos ruídos na cena fiscal O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, reiterou nesta quinta-feira que a volatilidade do câmbio tende a cair "se mostrarmos responsabilidade no tema das reformas e fiscal". "Antes dessa minicrise fiscal, a volatilidade vinha caindo", disse em 'live', na qual foi entrevista pelo empresário Abilio Diniz. Ele admitiu, no entanto, que a volatilidade atual "preocupa o BC" e está no radar da autoridade monetária, que vem tentando entender com mais detalhes as causas dos movimentos bruscos. Campos destacou que a desvalorização vista no câmbio durante a pandemia foi causada por uma combinação de fatores. "Um pouco de incerteza fiscal, um pouco de ruídos internos, um pouco de juros baixos", afirmou. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, diz que a volatilidade atual está no radar Raphael Ribeiro/BCB Na 'live', ele também reforçou que o início da recuperação da economia brasileira "já está dado" em formato de 'V'. "Não sei se vai ser um 'V' completo", afirmou. Ele também chamou a atenção para o grande volume de transferência de recursos do governo para as famílias durante a crise, afirmando que '90% foi para pessoas físicas e 10% para pessoas jurídicas". O presidente da autoridade monetária ainda garantiu que a agenda de modernização do sistema financeiro continua a pleno vapor. "Não paramos nada (da agenda de tecnologia) durante a crise", disse. Segundo ele, em breve a indústria de pagamentos passará por uma convergência "muito importante" entre conteúdo, pagamentos e mensageria. "Isso vai mudar totalmente a indústria", disse. Por fim, reiterou o plano do BC de criar uma moeda digital, mas afirmou que ela não é causa, e sim "consequência de um sistema digitalizado, instantâneo, interoperável e aberto". Teto de gastos O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira que "pessoas e ministérios diferentes do governo têm objetivos diferentes". Campos destacou que ministros como o da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, têm os seus próprios projetos. Ele defendeu, no entanto, a estratégia de desvincular, desindexar e desobrigar despesas para abrir espaço para esses projetos sem estourar o teto de gastos. "O que está na mesa de desvincular, desindexar e desobrigar é fundamental", disse . Segundo Campos, recentemente houve fatores de três naturezas distintas que causaram volatilidade nos preços dos ativos: externos; políticos; e que misturaram política com fiscal. "Todo ruído ligado ao fiscal causou volatilidade maior", afirmou. Ele relatou conversa com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em que ambos chegaram à conclusão "que qualquer notícia que resolva nossos problemas sem atrito com teto é fundamental. O presidente da autoridade monetária reiterou que foi justamente o teto que permitiu gastos extraordinários durante a pandemia, por dar ao mercado a segurança de que a situação fiscal voltará a ficar equilibrada no futuro. Ele também destacou que, com reformas e fim de subsídios, está sendo quebrado um "ciclo vicioso", ao diminuir "a taxa longa (de juros) para níveis que não preciso mais subsidiar". A disciplina com as contas públicas, segundo Campos, também tem permitido baixar a taxa básica de juros, atualmente em 2% ao ano. Outros fatores que influenciam a Selic nas mínimas históricas, de acordo com ele, são os juros globais também baixos e "o ganho de credibilidade [do BC], que vem desde a gestão anterior". SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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