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02/09/2020 - "O preconceito de idade aumentou na pandemia"

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Especialista em diversidade etária avalia que etarismo reflete não só ausência de políticas de RH, mas estereótipos culturais Fran Winandy, especialista em diversidade etária Divulgação A pandemia amplificou o etarismo no mercado de trabalho, principalmente com relação a profissionais mais velhos, segundo a especialista e pesquisadora Fran Winandy. Esse preconceito se manifestou de várias formas: no início, através da visão de que pessoas mais velhas não poderiam sair às ruas por serem grupo de risco; depois, em demissões que privilegiaram o corte de profissionais mais sêniores. De forma geral, para Fran, a pandemia acentua um problema pré-existente no mercado de trabalho. "Quando falamos de etarismo não estamos só dizendo sobre preconceito com quem tem mais de 50 anos, mas é também aquele que o jovem sofre ao não ser considerado para um cargo de gestão por norma de idade da empresa", disse em entrevista à editora do Valor, Stela Campos, na live da série 'Carreira em Destaque'. Psicóloga com experiência em RH, Fran finalizou um mestrado sobre etarismo em 2014, quando viu que artigos internacionais alertavam para o problema e organizações começaram a refletir a questão. Sempre a intrigou o fato de "existir uma idade para tudo na empresa: na hora da contratação, demissão ou promoção". "Na área de RH, a questão de idade é sempre presente". Há também, diz, uma série de estereótipos presentes nas duas pontas e que servem de esteio para aprofundar o etarismo. "Existe a ideia de que os mais velhos são pouco flexíveis e têm dificuldade de aprender e que o jovem não tem conteúdo, experiência, portanto não tem lugar de fala para debater algo". Mudar esse cenário exige combater preconceitos sociais e culturais e, dentro da organização, criar um "ambiente de fato diverso, onde profissionais mais seniores possam trocar conhecimentos com jovens (e vice-versa)". "Também é preciso um processo seletivo que priorize alguém pelo que ele é, pelo que pode contribuir e pelo alinhamento com a cultura, mas não pela idade para uma vaga". Nos últimos anos, avalia Fran, organizações lançaram programas de estágio para 50 anos ou mais. Mas, se não forem bem estruturados, servirão muito mais ao "propósito do marketing do que para combater o etarismo". "Um programa desse precisa criar estruturas com mentorias, cronogramas, momentos de troca e de integração da mesma forma que um programa de trainee, por exemplo, faz". Para os profissionais mais velhos que estão desempregados, Fran aconselha a não achar que "só a experiência basta ou que ela é por si só um diferencial". "É muito comum no mercado atual que as pessoas mais velhas deixem a empresa pela idade e vão construir algo como consultor, empreendedor e professor. Mas tem emprego para todos dessa forma? Então acho que os profissionais precisam atualizar sua experiência de carreira, conectá-la a outros conhecimentos para utilizá-la de uma forma nova", diz. Na live, a especialista também falou que considera um erro "esconder a idade" no currículo e comentou das aptidões que considera necessárias de serem desenvolvidas para quem está em busca uma reinserção no mercado. Confira a íntegra da conversa: SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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