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02/09/2020 - Extensão do auxílio evita desaceleração brusca no fim do ano, dizem economistas

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Se aprovada pelo Congresso, benefício injetará mais R$ 100 bilhões na economia Em grande medida já aguardada por economistas, a prorrogação do auxílio emergencial até dezembro com o valor de R$ 300 afastou hipóteses mais pessimistas para o desempenho da atividade no quarto trimestre. Se aprovada pelo Congresso, a injeção extra de cerca de R$ 100 bilhões na economia deverá ser suficiente para manter o consumo das famílias e a variação do Produto Interno Bruto (PIB) em terreno positivo, evitando uma desaceleração mais brusca após a reação observada no terceiro trimestre. Embora as revisões para o tamanho da recessão deste ano estejam dispersas, é consenso que a extensão do ?coronavoucher? atua no sentido de amortecer a queda do Produto Interno Bruto (PIB). Alguns especialistas esperam impacto mais expressivo sobre o nível de atividade no começo de 2021, uma vez que os pagamentos do benefício vêm ocorrendo com atraso, mas também há aqueles que veem o próximo ano com mais preocupação devido ao risco fiscal. O banco ABC Brasil passou a esperar retração maior para a economia brasileira em 2020, de 5,8%, devido ao desempenho mais fraco do primeiro semestre. Mas o economista-chefe da instituição, Luis Otavio de Souza Leal, afirma que o cenário seria ainda pior se o auxílio fosse descontinuado após agosto. ?Certamente, se o auxílio não fosse prorrogado, teríamos uma queda muito forte do nível de atividade no fim do ano, porque a economia ainda não estaria rodando em ritmo compatível com a manutenção da renda perto do que temos hoje, com o benefício em R$ 600?, aponta Leal. Lançamento do aplicativo CAIXA|Auxílio Emergencial Marcello Casal JrAgência Brasil/ MArcello Casal Jr/Agência Bras Nas estimativas do ABC, o PIB crescerá 0,6% nos últimos três meses do ano, com expansão de 3% do consumo, em linha com a normalização das atividades e sem impulso tão significativo do ?coronavoucher?. Para Leal, no entanto, a demanda das famílias poderia encolher no período com o fim do programa, ao passo que o PIB teria queda de cerca de 0,5%. ?O benefício tinha que ser prorrogado. A relação custo-benefício é positiva, porque um resultado ruim nas contas públicas este ano já está dado?, disse. Embora vejam impacto negativo maior da política fiscal na demanda no início de 2021 devido à decisão do governo, Cassiana Fernandez e Vinicius Moreira, do J.P. Morgan, observam que, no curto prazo, o efeito sobre a atividade é favorável. Em termos anualizados e dessazonalizados, calculam os economistas, o PIB deve crescer 4% de outubro a dezembro, bem acima da previsão anterior de 0,5%, que não considerava a prorrogação do benefício. Para 2020, a projeção do banco passou de -6,2% para -5,2%. Segundo a LCA Consultores, a extensão do ?coronavoucher?, ainda que em valor reduzido, coloca viés de alta na estimativa de recuo de 5,6% para o PIB este ano. ?As quatro parcelas adicionais de R$ 300 do auxílio, ao injetarem aproximadamente R$ 100 bilhões adicionais na economia, parecem suficientes para evitar uma contração abrupta da massa de renda da população no quarto trimestre?, aponta a consultoria. Economista-chefe para Brasil do Barclays, Roberto Secemski avalia que a duração do benefício até dezembro, ao lado de dados positivos conhecidos para o terceiro trimestre, dão suporte ao seu cenário atual. Por esses dois fatores, Secemski manteve a projeção de retração econômica em 2020 em 5%, apesar do resultado ligeiramente mais fraco que o esperado no segundo trimestre. No período, o PIB encolheu 9,7% ante os três meses anteriores, com ajuste sazonal. A extensão do auxílio emergencial pode dar suporte adicional à atividade econômica no segundo semestre em meio a um mercado de trabalho ainda fragilizado, com taxa de desemprego elevada, aponta Secemski. ?Como já temos visto, o comércio em geral deve ser o setor mais beneficiado?, diz, citando os ramos de móveis, eletrodomésticos, material de construção e alimentação. Por outro lado, ele pondera que dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal podem virar um problema em 2021, quando a economia deve crescer 3,5% em sua estimativa. O maior impulso virá do carrego estatístico positivo deixado pela retomada econômica na segunda metade de 2020, afirma Secemski. Juan Jensen, sócio e economista da 4E Consultoria, também avalia que boa parte do crescimento de 3,9% previsto para 2021 virá do ?carryover? do ano anterior. Para Jensen, no entanto, o comportamento mais dinâmico da atividade em função do ?coronavoucher? não se restringe ao quarto trimestre, porque o pagamento do benefício tem ocorrido com bastante atraso. Por isso, em sua visão, a prorrogação do auxílio deve ter impacto positivo na economia principalmente nos primeiros meses do próximo ano, e um desempenho um pouco melhor que o esperado atualmente para o PIB no período não está descartado. ?Há o atraso do pagamento do Tesouro para as contas da Caixa, e depois o atraso do pagamento da Caixa para o beneficiário fazer seu saque?, diz Jensen, o que estende o impacto do benefício no consumo, especialmente de bens, ao longo do tempo. Mesmo que a execução do programa terminasse de fato em agosto, a medida ainda teria efeito sobre os últimos três meses de 2020, observa o economista da 4E, também professor do Insper, porque os desembolsos vêm ocorrendo com defasagem. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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