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02/09/2020 - Bolsonaro citou matéria do "Valor" e pediu para que Moro tivesse a ?dignidade para se demitir?

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A matéria do jornal que irritou Bolsonaro mostrava que Moro defendia que a polícia poderia prender quem desrespeitasse medidas de isolamento e quarentena Uma reportagem do Valor fez o presidente Jair Bolsonaro enviar uma mensagem ao então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pedindo para que ele tivesse a "dignidade para se demitir". A mensagem foi enviada no dia 12 de abril, semanas antes de Moro anunciar a sua saída do governo. A conversa, extraída do celular do ex-ministro, foi anexada pela Polícia Federal (PF) no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga se Bolsonaro tentou interferir na autonomia da corporação. A matéria do jornal que irritou Bolsonaro mostrava que Moro defendia que a polícia poderia prender quem desrespeitasse medidas de isolamento e quarentena durante a pandemia. O posicionamento, que foi externado pelo então ministro durante uma "live", ia no sentido contrário do que vinha sendo defendido por Bolsonaro. O presidente chegou a escalar o então advogado-geral da União, André Mendonça, que substituiu Moro na Justiça, para recorrer caso governos estaduais ou municipais decidissem implementar o que considerava "medidas restritivas de direitos fundamentais". "Se esta matéria for verdadeira: Todos os ministros, caso queira contrariar o PR, pode fazê-lo, mas tenha dignidade para se demitir", escreveu Bolsonaro. Moro disse, então, que não conversou com a imprensa sobre o assunto: ?O que existe eh o art 268 do CP. Não falei com imprensa". Há também novas conversas trocadas com a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que tentou convencer Moro a aceitar a indicação de um novo nome para o comando da PF. Nas mensagens, ela questiona se Valeixo era a pessoa certa para o cargo e diz que havia questionamentos sobre como ele atuara na "Operação Lava-Jato", quando foi chefe da superintendência da PF no Paraná. Moro defende o indicado e lembra que ele foi o responsável por manter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preso, quando houve a briga de liminares de magistrados do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Outras mensagens trocadas por Bolsonaro e Moro já haviam sido divulgadas, como a que o presidente avisou, no dia 22 de abril, que estava ?decidido? que o então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, deixaria a chefia da corporação ainda naquela semana. Nesta quarta-feira (2), a PF pediu para que o inquérito que investiga as acusações de Moro contra o presidente seja prorrogado por mais 30 dias. Entre as pendências está o depoimento de Bolsonaro. A decisão cabe ao relator, Celso de Mello, que está de licença médica. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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