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01/12/2016 - Quem matar se sua empresa estiver em crise

Especialista em crises empresariais diz que na hora do problema é preciso deixar as velhas…

O que é preciso fazer para tirar uma empresa do buraco? Com o livro ?Quem matar na hora da crise?? (editora Évora), o especialista em situações deste tipo Artur Lopes diz que só há uma solução definitiva para a crise: matar as velhas concepções ? ou deixar a empresa morrer. ?Quem está em crise, muitas vezes entra em pânico e não sabe que é possível renegociar dívidas?, explica.

Em uma situação deste tipo, a empresa perde crédito e os agentes financeiros começam a ficar impacientes, tentando reaver o que foi emprestado. E pior do que lidar com isso e sair da crise, é reconhecer que a pequena empresa tem problemas. A identificação rápida do início da crise é fundamental para sair do vermelho com mais força. ?A cultura do empresário nacional, que já passou por confisco e maxidesvalorização, é de não dar importância para indicadores negativos. Quando ele vê alguma dificuldade acha que dá conta lá na frente?, afirma.

Estou em crise?

Existem alguns sinais muito claros de que a sua empresa está prestes a enfrentar uma crise. O primeiro é o aumento das dívidas, especialmente com os bancos. ?Você passa a tomar recursos não só para o capital giro e acaba cobrindo o prejuízo operacional com dinheiro externo?, ressalta o especialista.

O segundo sinal é uma questão fiscal. ?Quando há o aumento do passivo fiscal a empresa não recolhe impostos ou parcela demais?, diz. O terceiro indicativo de problema é quando há uma sequência de resultados operacionais negativos. ?Depois de três meses de resultado negativo já tem que acender a luz amarela?, alerta. Atrasar o pagamento de fornecedores e funcionários é estar a um passo da crise. Sem matéria-prima e mão de obra, a empresa não consegue se recuperar.

Estes sinais podem estar ligados a causas diversas, que devem ser investigadas depois que as contas voltarem ao normal. O problema pode vir de um investimento mal feito, queda no resultado e problemas na sociedade, por exemplo. ?O empresário tem que ler esses indicadores e quanto mais cedo tratar essa crise, melhor. É como se você estivesse tendo febre e não fosse ao médico?, explica.

Como se salvar?

O processo de reestruturação, ou turnaround, exige mais do que capacidade de gestão. É preciso equilíbrio emocional e superação. ?O empresário por si só, por conta do envolvimento emocional, geralmente não consegue tratar a crise de maneira adequada?, diz. Isso significa que sem a revisão completa da organização ? inclusive do dono ? não há salvação para o negócio.

Tirar a empresa do vermelho pode levar anos. Mas é possível voltar a ter uma operação para sobreviver com dois meses de muito trabalho. Os números são os principais aliados no começo da recuperação. ?Precisa olhar a estrutura de pessoal, medir o tempo das máquinas e tratar de gargalhos fabris?, sugere. Esta primeira ação serve para gerar lucro e cobrir o passivo da operação.

Assim como não é instantâneo, o tratamento também não é pontual. ?É um processo multidisciplinar que tem que envolver todas as áreas. É preciso gerar uma rotina de trabalho para que a gestão financeira seja eficaz?, ensina.

Uma das ferramentas mais eficientes para começar a colocar a casa em ordem é o fluxo de caixa. ?É necessário evitar desperdícios e financiar a operação de maneira planejada. Isso significa que não pode criar estoque nem deixar de atender a demanda?, diz. A lição é ter uma operação casada e ler a carteira de pedido para não ter dispersão do pouco capital que a empresa dispõe.

O passo seguinte é reavaliar o mix de produtos. ?Eu cheguei a uma empresa com 22 mil itens no portfólio e baixamos para 700. O reflexo no faturamento foi de 2%, porém a economia gerada por essa inteligência comercial foi amplamente vantajosa. Quando o capital de giro é escasso, a gente tem que ter ações deste tipo?, exemplifica.

Sobre Artur Lopes.
Advogado e fundador da Artur Lopes & Associados, empresa de consultoria para recuperação, consolidação e ampliação de negócios. Possui mais de 20 anos de experiência em gestão de crises e faz parte da TMA Brasil, representante brasileira da Turnaround Management Association, entidade internacional que trata de reestruturação e recuperação judicial. Autor dos livros "Negócios sem crise?, "Recuperação judicial" e "Quem matar na hora da crise? - como resgatar sua empresa e fazê-la crescer?.

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