Home / Notícias / 01/09/2020 - Exterior e reforma administrativa levam dólar abaixo de R$ 5,40

01/09/2020 - Exterior e reforma administrativa levam dólar abaixo de R$ 5,40

SyndContentImpl.value=
Este é o menor patamar de fechamento desde 13 de agosto O ambiente positivo para a tomada de risco no exterior e o anúncio de que uma proposta de reforma administrativa será encaminhada ao Congresso ainda esta semana exerceu forte pressão sobre o dólar comercial nesta terça-feira, levando a moeda americana a romper o patamar de R$ 5,40 já nas primeiras horas de negociação. Após tocar R$ 5,3354 na mínima no início da tarde, no entanto, esse movimento acabou perdendo alguma força, em linha com o fortalecimento do dólar no exterior. No fim, a moeda americana encerrou cotada a R$ 5,3852, queda de 1,75%. Este é o menor patamar de fechamento desde 13 de agosto, quando o dólar encerrou negociado a R$ 5,3666. Além do clima positivo lá fora, os mercados reagiram rapidamente ao anúncio do presidente Jair Bolsonaro. Após reunião matinal com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e líderes do Congresso, o presidente oficializou a extensão do auxílio emergencial até o fim de dezembro, com o valor de R$ 300 e anunciou que vai encaminhar um projeto de uma reforma administrativa até quinta-feira. Com o anúncio, "Guedes amarra o auxilio e o Renda Brasil com a reforma administrativa. Salva o teto de gastos e emplaca uma das mais importantes reforma do funcionalismo publico?, avalia Jefferson Lima, responsável pelas mesas de câmbio e juros da CM Capital. Embora a notícia sobre o envio da reforma e o discurso alinhado de Bolsonaro, Guedes e das lideranças do Congresso tenha animado os mercados, o fato de que pouco se sabe sobre o que vai ser apresentado ainda essa semana, bem como a ressalva de que os atuais servidores serão poupados da proposta, indicam que a questão básica sobre a qual os investidores se debruçam há semanas - de onde sairão os recursos para acomodar o Renda Brasil sem furar o teto - continua de pé, nota Guilherme Attuy, economista-chefe da Gauss Capital. "A lógica me leva reduções de despesas em outras fontes deveria ocorrer. Literalmente, aumentar a arrecadação não é suficiente, já que o teto atua pura e simplesmente encima da despesa", diz. "Não vejo solução clara e aí que entra a beleza do teto: era esperado que, ao se chegar próximo das restrições previstas, ele fosse questionado, mas que também houvesse debate sobre que orçamentos podem ser realocados." Para o economista-chefe do Rabobank no Brasil, Mauricio Une, o fato mais importante neste momento é a sinalização que o governo dá ao enviar essa proposta. ?A sinalização é pivotal no sentido de que demonstra disposição em manter o teto e as âncoras fiscais. Ainda teremos muitas peças para se acomodarem no tabuleiro até o fim do ano, como as eleições americanas e as municipais. Então o então simples fato de já ter sido colocado em pauta, quando até ontem ninguém falava sobre isso, já pode ser considerado um evento positivo?, diz. Separadamente, investidores também digeriram a divulgação de um PIB ligeiramente pior que o esperado para o segundo trimestre do ano. Segundo o IBGE, a economia brasileira contraiu 9,7% entre abril e junho, abaixo da mediana das projeções colhidas pelo Valor Data, que era de 9,2%. Apesar de maior que o previsto, indicadores antecedentes mostrando forte retomada desde a reta final do período e à extensão do auxílio emergencial pintam um cenário menos adverso para o restante do ano. O BNP Paribas, por sua vez, elevou de -7,0% para -5,0% expectativa para o PIB no ano após o dado. Para o banco francês, o apoio fiscal "bastante agressivo" concedido pelo governo brasileiro para conter os efeitos da crise da covid-19 tem ajudado o país a ter uma recessão menos profunda que o esperado. "A reabertura antecipada da economia, acompanhada dos enormes estímulos fiscais e monetários, explicam a contração menor que o esperado, na nossa visão", diz o relatório assinalo pelo economista-chefe do banco francês no Brasil, Gustavo Arruda. Por outro lado, o BNP alerta que o impulso fiscal concedido - de 5% do PIB, contra 2% da estimativa inicial - coloca a relação dívida bruta em PIB bem próxima dos 100%, o que levanta uma bandeira vermelha sobre a sustentabilidade das contas, continua o relatório. "Diante de tal cenário, acreditamos que a retirada das atuais políticas de estímulo é a única opção viável para o governo. Qualquer hesitação em fazê-lo seria recebida com grande reação negativa pelos mercados, postergando decisões de investimento e consumo", acrescenta. Tal medida, inclusive, deve ajudar a desacelerar o crescimento econômico no último trimestre do ano para perto de zero. Pixabay SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

Atendimento

COTAÇÃO ONLINE

Envie sua solicitação. A Miller Torres liga para você.

ONDE ESTAMOS

Rua 104 nº 192 St. Sul
Goiânia-GO, Brasil
CEP 74083-300

ATENDIMENTO

Telefone: (62) 3093-8080
Horário de atendimento:
Segunda a Sexta-feira
das 8:30h às 18:00h

NEWSLETTER